Drek’Thar chora ao me contar essas histórias, lágrimas caindo de olhos que não podem mais ver o presente mas que vêm perfeitamente o passado. Não posso oferecer consolo a ele. Se os elementos voltaram a responder aos seus chamados – aos meus – e certamente de qualquer orc xamã é uma prova da sua compaixão e perdão e o desejo de ver o equilíbrio restaurado.
O Pico que ainda abriga a escuridão não está neste continente. Estamos bem longe de sua perversidade, mas não ainda fora de sua sombra. A sombra que foi lançada há muito tempo, no dia seguinte da corrupção do nosso local mais sagrado.
A sombra de uma mão negra.
O sono não chegou facilmente para Durotan. E nem para Draka, já que ela revirava e suspirava. Finalmente desistiu e repassou os acontecimentos do dia. Seus instintos gritavam que era errado adotar o caminho de uma magia que descaradamente desenvolvia-se no sofrimento de outro ser. E, no entanto, o que mais podia ser feito? Os elementos haviam abandonado os xamãs, apesar dos ancestrais terem dado aos orcs essa missão. Sem a magia como uma arma adicional, os orcs seriam dizimados pela sabedoria e tecnologia superior dos draenei.
Levantou-se e deixou a tenda. Acendeu uma fogueira para afastar a friagem da alvorada e comeu a carne fria em silêncio. Assim que quebrou seu jejum e viu o céu clarear, percebeu um mensageiro se aproximar. Sem parar, ele jogou um pergaminho para Durotan e seguiu em frente. Ele o desenrolou e fechou seus olhos para o conteúdo.
Haveria outra reunião em dois dias, e nela os chefes deveriam eleger um líder que falasse em nome de todos. Decidir por eles. Iriam eleger um que seria chamado Chefe Guerreiro.
Um toque suave afagou seus cabelos. Olhou para cima e viu Draka lendo a carta por cima de seu ombro.
“Você poderia até ficar em casa,” disse bruscamente. “O desfecho já está decidido de qualquer jeito.”
Ele sorriu com tristeza. “Você não costumava ser tão cínica, minha amada.”
“Não costumava viver em tempos como esse.” foi tudo o que ela disse. Em seu coração sabia que ela estava certa. Havia apenas um orc que era bem conhecido e carismático o bastante para ganhar votos suficientes para ser Chefe Guerreiro. Grom Hellscream poderia ser algum desafio para Blackhand, mas Hellscream era muito impulsivo para ser confiado a essa tarefa. Ele havia sido uma figura visível desde o início, primeiro opondo-se e depois apoiando Ner’zhul. Eram seus xamãs que haviam tornado-se os primeiros bruxos. Havia sido vitorioso mais vezes contra os draenei do que qualquer um.
Draka, como na maioria das vezes, estava certa sobre isso. E dois dias mais tarde assistiu com um olhar tedioso enquanto os votos dos chefes dos clãs eram somados e como Blackhand do clã Blackrock foi escolhido. Viu que vários olhavam em sua direção ao que o nome de Blackhand foi anunciado por Gul’dan, e o grande orc aceitava o título com falsa modéstia. Durotan nem se deu o trabalho de contestar. De que adiantaria? Já estava sob suspeita de deslealdade. Nada do que dissesse poderia mudar o que estava decidido.
Em um determinado momento, olhou para Orgrim. Para os outros, o olhar do segundo em comando do clã Blackrock mostrava firmeza e apoio ao seu líder. Mas Durotan o conhecia melhor do que qualquer um e viu um leve franzido na testa e o maxilar endurecido, que indicava que estava tão descontente quanto ele com essa decisão. Mas Orgrim também não estava em posição para fazer objeções. Mas torcia para que a proximidade de seu amigo com Blackhand pudesse ajudar a diminuir o prejuízo que certamente o novo líder faria.
Blackhand agora estava de pé, acenando e sorrindo para a plateia animada. E apesar de não se opor, também não via razão para aplaudir um orc que representava tudo o que ele mais desprezava.
Orgrim estava atrás à direita de seu líder. Gul’dan olhava Blackhand com respeito e Durotan sabia que o xamã estava manipulando as coisas, apesar de não saber como.
“Queridos irmãos e irmãs!” começou Blackhand. “Recebi de vocês essa honra. Irei provar-me um Chefe Guerreiro digno desse mar de guerreiros nobres. Nós aprimoramos nossas armas e armaduras a cada dia. E agora rejeitamos os imprevisíveis elementos e adotamos o verdadeiro poder – poder que nossos bruxos controlam e manejam sem rastejar ou humilhar-se para ninguém. Isso é liberdade! Isso é força! Temos um propósito, um foco claro. Iremos varrer os draenei das nossas terras. Não serão capazes de resistir a essa maré de guerreiros e bruxos, esta Horda arrebatadora. Somos seu pior pesadelo. Para a batalha!”
Levantou seus braços e gritou. “Pela Horda!”
E milhares de vozes apaixonadas seguiram. “Pela Horda” Pela Horda! Pela Horda!
Levantou-se e deixou a tenda. Acendeu uma fogueira para afastar a friagem da alvorada e comeu a carne fria em silêncio. Assim que quebrou seu jejum e viu o céu clarear, percebeu um mensageiro se aproximar. Sem parar, ele jogou um pergaminho para Durotan e seguiu em frente. Ele o desenrolou e fechou seus olhos para o conteúdo.
Haveria outra reunião em dois dias, e nela os chefes deveriam eleger um líder que falasse em nome de todos. Decidir por eles. Iriam eleger um que seria chamado Chefe Guerreiro.
Um toque suave afagou seus cabelos. Olhou para cima e viu Draka lendo a carta por cima de seu ombro.
“Você poderia até ficar em casa,” disse bruscamente. “O desfecho já está decidido de qualquer jeito.”
Ele sorriu com tristeza. “Você não costumava ser tão cínica, minha amada.”
“Não costumava viver em tempos como esse.” foi tudo o que ela disse. Em seu coração sabia que ela estava certa. Havia apenas um orc que era bem conhecido e carismático o bastante para ganhar votos suficientes para ser Chefe Guerreiro. Grom Hellscream poderia ser algum desafio para Blackhand, mas Hellscream era muito impulsivo para ser confiado a essa tarefa. Ele havia sido uma figura visível desde o início, primeiro opondo-se e depois apoiando Ner’zhul. Eram seus xamãs que haviam tornado-se os primeiros bruxos. Havia sido vitorioso mais vezes contra os draenei do que qualquer um.
Draka, como na maioria das vezes, estava certa sobre isso. E dois dias mais tarde assistiu com um olhar tedioso enquanto os votos dos chefes dos clãs eram somados e como Blackhand do clã Blackrock foi escolhido. Viu que vários olhavam em sua direção ao que o nome de Blackhand foi anunciado por Gul’dan, e o grande orc aceitava o título com falsa modéstia. Durotan nem se deu o trabalho de contestar. De que adiantaria? Já estava sob suspeita de deslealdade. Nada do que dissesse poderia mudar o que estava decidido.
Em um determinado momento, olhou para Orgrim. Para os outros, o olhar do segundo em comando do clã Blackrock mostrava firmeza e apoio ao seu líder. Mas Durotan o conhecia melhor do que qualquer um e viu um leve franzido na testa e o maxilar endurecido, que indicava que estava tão descontente quanto ele com essa decisão. Mas Orgrim também não estava em posição para fazer objeções. Mas torcia para que a proximidade de seu amigo com Blackhand pudesse ajudar a diminuir o prejuízo que certamente o novo líder faria.
Blackhand agora estava de pé, acenando e sorrindo para a plateia animada. E apesar de não se opor, também não via razão para aplaudir um orc que representava tudo o que ele mais desprezava.
Orgrim estava atrás à direita de seu líder. Gul’dan olhava Blackhand com respeito e Durotan sabia que o xamã estava manipulando as coisas, apesar de não saber como.
“Queridos irmãos e irmãs!” começou Blackhand. “Recebi de vocês essa honra. Irei provar-me um Chefe Guerreiro digno desse mar de guerreiros nobres. Nós aprimoramos nossas armas e armaduras a cada dia. E agora rejeitamos os imprevisíveis elementos e adotamos o verdadeiro poder – poder que nossos bruxos controlam e manejam sem rastejar ou humilhar-se para ninguém. Isso é liberdade! Isso é força! Temos um propósito, um foco claro. Iremos varrer os draenei das nossas terras. Não serão capazes de resistir a essa maré de guerreiros e bruxos, esta Horda arrebatadora. Somos seu pior pesadelo. Para a batalha!”
Levantou seus braços e gritou. “Pela Horda!”
E milhares de vozes apaixonadas seguiram. “Pela Horda” Pela Horda! Pela Horda!
Indignados demais para ficar, Durotan e Draka retornaram ao lar logo depois da eleição do líder. Os xamãs ficaram para poder treinar. Quando retornaram, muitos dias depois, Durotan viu que estava confiantes e orgulhosos de novo. Essa nova magia restaurou a confiança em si mesmos; algo que havia evaporado como o orvalho da manhã, quando os elementos os deserdaram. Durotan estava agradecido por isso. Amava seu clã e sabia que eram pessoas boas, não gostava de vê-los abalados e desanimados.
No começo praticavam em animais, juntando-se aos grupos de caça e mandando as estranhas criaturas atrás de fenocerontes e talbuques. Durotan ainda sentia-se apreensivo com a agonia que as vítimas sofriam. Com o passar do tempo, as criaturas sofriam menos – não porque a dor havia diminuído, mas porque os bruxos aprenderam a matar de maneira mais rápida e eficaz. A inclusão destes estranhos “ajudantes”, ou “bichos de estimação”, como alguns bruxos afetuosamente se referiam aos seres que ficavam sob seu controle, parecia fazer toda a diferença.
Blackhand pareceu gostar da sua nova posição. Mensageiros apareciam diariamente com pergaminhos e tanto eles quanto seus lobos estavam cada vez mais adornados. Durotan admitiu que saber o que acontecia com os outros clãs era útil.
Mas um dia, alguém que não era um mensageiro, chegou ao acampamento. Reconheceu o traje; o orc montado em um lobo com uma capa preta lustrosa e peculiar era um dos bruxos pessoais, Kur’kul. Parou seu lobo, desmontou e fez uma reverência a Durotan.
“Chefe, uma palavra vinda do Chefe Guerreiro.” disse com uma voz aparentemente agradável. Durotan aquiesceu e gesticulou para que o bruxo o acompanhasse. Andaram até estarem certos de que não era possível ouvi-los.
“O que pode ser que Blackhand queira ao mandar um de seus mais importantes bruxos?” perguntou.
Kur’kul sorriu em volta de suas presas. “Estou indo em todos os clãs.” disse claramente com a intenção de colocar Durotan em seu lugar. Os Frostwolves não eram particularmente honrados. Durotan grunhiu e cruzou os braços, esperando.
“O fator mais importante em nossa eventual vitória gloriosa sobre os draenei são números.” continuou. “Eles são poucos e somos muitos. Mas precisamos de mais.”
“E o que Blackhand deseja então?” resmungou. “Devemos parar de lutar e copular?”
O mensageiro não piscou. “Não deixar de lutar, mas sim...encorajar nossos guerreiros a procriar. Receberão recompensas por cada criança que venha a nascer em seu clã. Isso vai ajudar. Mas infelizmente, precisamos de mais guerreiros agora, não daqui seis anos.”
Durotan o encarava pasmo. Seu comentário era apenas uma piada grosseira. O que estava acontecendo.
“Crianças começam a treinar com seis anos.” prosseguiu Kur´kul. “São fortes o bastante para batalhar com doze anos. Convoque todos os jovens.”
“Não entendo. Convocá-los para que?”
O mensageiro suspirou como se Durotan fosse uma criança tola. “Tenho a habilidade de acentuar seu crescimento. Iremos...acelerá-los um pouco. Se pegarmos todos os jovens entre seis e doze anos e deixá-los todos com doze anos, dobraremos nossos números nos campos de batalha.”
Durotan mal pôde acreditar no que ouvia. “Absolutamente não!”
“Temo que não tenha escolha. É uma ordem. Qualquer clã que se recuse a obedecer será marcado como traidor da Horda. O clã será exilado e seu líder e companheira...executados.”
Durotan estava hipnotizado. Kur’kul entregou o pergaminho. Leu com as mãos tremendo de raiva e viu que o bruxo havia falado a verdade. Ele e Draka seriam mortos e o clã exilado.
“Você seria capaz de roubar-lhes a juventude, então?”
“Pelo futuro deles? Sim. Irei drenar um pouco de suas vidas...o equivalente a seis anos. Não sofrerão danos. As crianças Blackrock com certeza não sofreram. Blackhand inclusive insistiu que seus três filhos fossem os primeiros a serem honrados. Em troca serão capazes de lutar pela glória da Horda agora, quando podem fazer diferença.”
Durotan não estava surpreso por saber que havia deixado que fizesse isso com seus filhos. Pela primeira vez sentiu-se agradecido por ter poucas crianças em seu clã. Apenas cinco que se encaixavam no requisito. Releu a mensagem sentindo fúria e náusea ao mesmo tempo. Essas crianças deveriam ter direito de serem crianças.
O bruxo esperava pacientemente. Então Durotan disse com um tom propositalmente ríspido para esconder sua dor. “Faça o que deve fazer."
No começo praticavam em animais, juntando-se aos grupos de caça e mandando as estranhas criaturas atrás de fenocerontes e talbuques. Durotan ainda sentia-se apreensivo com a agonia que as vítimas sofriam. Com o passar do tempo, as criaturas sofriam menos – não porque a dor havia diminuído, mas porque os bruxos aprenderam a matar de maneira mais rápida e eficaz. A inclusão destes estranhos “ajudantes”, ou “bichos de estimação”, como alguns bruxos afetuosamente se referiam aos seres que ficavam sob seu controle, parecia fazer toda a diferença.
Blackhand pareceu gostar da sua nova posição. Mensageiros apareciam diariamente com pergaminhos e tanto eles quanto seus lobos estavam cada vez mais adornados. Durotan admitiu que saber o que acontecia com os outros clãs era útil.
Mas um dia, alguém que não era um mensageiro, chegou ao acampamento. Reconheceu o traje; o orc montado em um lobo com uma capa preta lustrosa e peculiar era um dos bruxos pessoais, Kur’kul. Parou seu lobo, desmontou e fez uma reverência a Durotan.
“Chefe, uma palavra vinda do Chefe Guerreiro.” disse com uma voz aparentemente agradável. Durotan aquiesceu e gesticulou para que o bruxo o acompanhasse. Andaram até estarem certos de que não era possível ouvi-los.
“O que pode ser que Blackhand queira ao mandar um de seus mais importantes bruxos?” perguntou.
Kur’kul sorriu em volta de suas presas. “Estou indo em todos os clãs.” disse claramente com a intenção de colocar Durotan em seu lugar. Os Frostwolves não eram particularmente honrados. Durotan grunhiu e cruzou os braços, esperando.
“O fator mais importante em nossa eventual vitória gloriosa sobre os draenei são números.” continuou. “Eles são poucos e somos muitos. Mas precisamos de mais.”
“E o que Blackhand deseja então?” resmungou. “Devemos parar de lutar e copular?”
O mensageiro não piscou. “Não deixar de lutar, mas sim...encorajar nossos guerreiros a procriar. Receberão recompensas por cada criança que venha a nascer em seu clã. Isso vai ajudar. Mas infelizmente, precisamos de mais guerreiros agora, não daqui seis anos.”
Durotan o encarava pasmo. Seu comentário era apenas uma piada grosseira. O que estava acontecendo.
“Crianças começam a treinar com seis anos.” prosseguiu Kur´kul. “São fortes o bastante para batalhar com doze anos. Convoque todos os jovens.”
“Não entendo. Convocá-los para que?”
O mensageiro suspirou como se Durotan fosse uma criança tola. “Tenho a habilidade de acentuar seu crescimento. Iremos...acelerá-los um pouco. Se pegarmos todos os jovens entre seis e doze anos e deixá-los todos com doze anos, dobraremos nossos números nos campos de batalha.”
Durotan mal pôde acreditar no que ouvia. “Absolutamente não!”
“Temo que não tenha escolha. É uma ordem. Qualquer clã que se recuse a obedecer será marcado como traidor da Horda. O clã será exilado e seu líder e companheira...executados.”
Durotan estava hipnotizado. Kur’kul entregou o pergaminho. Leu com as mãos tremendo de raiva e viu que o bruxo havia falado a verdade. Ele e Draka seriam mortos e o clã exilado.
“Você seria capaz de roubar-lhes a juventude, então?”
“Pelo futuro deles? Sim. Irei drenar um pouco de suas vidas...o equivalente a seis anos. Não sofrerão danos. As crianças Blackrock com certeza não sofreram. Blackhand inclusive insistiu que seus três filhos fossem os primeiros a serem honrados. Em troca serão capazes de lutar pela glória da Horda agora, quando podem fazer diferença.”
Durotan não estava surpreso por saber que havia deixado que fizesse isso com seus filhos. Pela primeira vez sentiu-se agradecido por ter poucas crianças em seu clã. Apenas cinco que se encaixavam no requisito. Releu a mensagem sentindo fúria e náusea ao mesmo tempo. Essas crianças deveriam ter direito de serem crianças.
O bruxo esperava pacientemente. Então Durotan disse com um tom propositalmente ríspido para esconder sua dor. “Faça o que deve fazer."
“Pela Horda!” disse Kur’kul.
Durotan não respondeu.
O que aconteceu depois foi bárbaro.
O chefe dos Frostwolves tentou parecer impassível enquanto o bruxo lançava o feitiço nas cinco crianças que se contorciam de dor, gritando e debatendo-se no chão ao que seus ossos e peles eram esticados e músculos cresciam de maneira não natural. Uma corda de um verde doentio ligavam as crianças e o bruxo, como se sugassem a vida delas. A expressão de Kur’kul era de êxtase. Se as crianças sofriam, ele com certeza não sofria. Por um momento Durotan achou que o bruxo não iria parar nos doze anos e continuaria a sugar suas vidas até que estivessem velhos e murchos.
Mas felizmente parou. Os jovens orcs – não mais crianças - permaneceram onde eles haviam caído no instante em que a drenagem começou. Por um longo tempo eles não podiam se levantar, e quando tentavam, choramingavam baixinho, mas profundamente, como se não tivessem mais força para qualquer outra coisa.
Durotan virou-se para o bruxo. “Você terminou o que veio fazer. Vá embora.”
Kur’kul pareceu ofendido. “Chefe Durotan, você-“
Durotan o levantou pela frente do seu manto escarlate. Medo transpareceu no rosto do outro orc.
"Vá embora. Agora.”
Durotan o empurrou com força e Kur’kul tropeçou de costas, quase caindo. Ele olhou furioso para Durotan.
“Blackhand não ficará satisfeito em ouvir isso”, Kur’kul rosnou. Durotan não se atreveu a responder; se mais alguma palavra saísse de sua boca, ele sabia que seria o fim do seu clã. Ao invés disso, ele se virou, tremendo de raiva, e foi até as crianças, que não eram mais crianças.
Por algum tempo depois daquilo, nada foi pedido do clã Frostwolf, a não ser mais treinamento intensivo e seus relatórios sobre o treinamento, e Durotan estava aliviado e apreensivo. De alguma forma, quando Blackhand e Gul’dan escolhessem notá-lo, a tarefa que lhe seria designada seria uma difícil.
Ele não seria desapontado.
Enquanto estava olhando um novo padrão de armadura feito pelo ferreiro, um mensageiro em seu lobo chegou ao acampamento, jogou um pergaminho para Durotan, virou sua montaria e partiu. Durotan desenrolou a mensagem e seus olhos arregalaram. Olhou rapidamente para orc e percebeu que não ser um mensageiro oficial.
Durotan não respondeu.
O que aconteceu depois foi bárbaro.
O chefe dos Frostwolves tentou parecer impassível enquanto o bruxo lançava o feitiço nas cinco crianças que se contorciam de dor, gritando e debatendo-se no chão ao que seus ossos e peles eram esticados e músculos cresciam de maneira não natural. Uma corda de um verde doentio ligavam as crianças e o bruxo, como se sugassem a vida delas. A expressão de Kur’kul era de êxtase. Se as crianças sofriam, ele com certeza não sofria. Por um momento Durotan achou que o bruxo não iria parar nos doze anos e continuaria a sugar suas vidas até que estivessem velhos e murchos.
Mas felizmente parou. Os jovens orcs – não mais crianças - permaneceram onde eles haviam caído no instante em que a drenagem começou. Por um longo tempo eles não podiam se levantar, e quando tentavam, choramingavam baixinho, mas profundamente, como se não tivessem mais força para qualquer outra coisa.
Durotan virou-se para o bruxo. “Você terminou o que veio fazer. Vá embora.”
Kur’kul pareceu ofendido. “Chefe Durotan, você-“
Durotan o levantou pela frente do seu manto escarlate. Medo transpareceu no rosto do outro orc.
"Vá embora. Agora.”
Durotan o empurrou com força e Kur’kul tropeçou de costas, quase caindo. Ele olhou furioso para Durotan.
“Blackhand não ficará satisfeito em ouvir isso”, Kur’kul rosnou. Durotan não se atreveu a responder; se mais alguma palavra saísse de sua boca, ele sabia que seria o fim do seu clã. Ao invés disso, ele se virou, tremendo de raiva, e foi até as crianças, que não eram mais crianças.
Por algum tempo depois daquilo, nada foi pedido do clã Frostwolf, a não ser mais treinamento intensivo e seus relatórios sobre o treinamento, e Durotan estava aliviado e apreensivo. De alguma forma, quando Blackhand e Gul’dan escolhessem notá-lo, a tarefa que lhe seria designada seria uma difícil.
Ele não seria desapontado.
Enquanto estava olhando um novo padrão de armadura feito pelo ferreiro, um mensageiro em seu lobo chegou ao acampamento, jogou um pergaminho para Durotan, virou sua montaria e partiu. Durotan desenrolou a mensagem e seus olhos arregalaram. Olhou rapidamente para orc e percebeu que não ser um mensageiro oficial.
Velho amigo,
Tenho certeza que não é surpresa para você que está sendo observado. Eles irão definir uma tarefa para você, uma que sabem que pode completá-la. E assim você deverá fazer. Não sei o que farão se recusar, mas temo pelo pior.
Tenho certeza que não é surpresa para você que está sendo observado. Eles irão definir uma tarefa para você, uma que sabem que pode completá-la. E assim você deverá fazer. Não sei o que farão se recusar, mas temo pelo pior.
Não havia uma assinatura, não era necessário. Durotan conhecia a letra expressiva de Orgrim. Amassou o pergaminho e jogou na fogueira, vendo-o retorcer e enrolar em si mesmo como um ser vivo, ao que as chamas o consumiam.
Orgrim enviou o aviso na hora certa, Na mesma tarde, uma mensageira vestindo o tabardo oficial aproximou-se e entregou uma mensagem ao chefe Frostwolf. Aceitou e colocou-a de lado, não queria lidar com isso agora.
Mas a mensageira parecia inquieta. Não desmontou, mas não foi embora.
“Fui instruída a esperar por uma resposta.” disse após uma pausa desconfortável.
Durotan concordou e abriu a mensagem. A letra era requintada, e sabia que Blackhand havia ditado a carta; o Chefe Guerreiro, por mais astuto e esperto que fosse, era quase iletrado.
Era pior que doe imaginava. Manteve sua expressão neutra, embora Draka estivesse observando-o com cuidado.
Para Durotan, filho de Garad, chefe do clã Frostwolf, Blackhand, Chefe Guerreiro da Horda envia saudações.
Você teve tempo para veras habilidades dos bruxos recentemente treinados em ação. É hora de atacar nossos inimigos. A cidade draenei de Telmor fica perto de suas terras. Será instruído a formar um grupo de guerra e atacá-los. Orgrim me disse que, quando jovens, vocês entraram na cidade. E que viu o segredo de como os draenei a deixam invisível. Disse-me também que se lembra de como expô-la para que nossos guerreiros ataquem.
Tenho certeza que não preciso dizer o que a destruição da cidade significaria para a Horda. E para o clã Frostwolf. Responda essa mensagem imediatamente e começaremos os preparativos para o ataque.
Orgrim enviou o aviso na hora certa, Na mesma tarde, uma mensageira vestindo o tabardo oficial aproximou-se e entregou uma mensagem ao chefe Frostwolf. Aceitou e colocou-a de lado, não queria lidar com isso agora.
Mas a mensageira parecia inquieta. Não desmontou, mas não foi embora.
“Fui instruída a esperar por uma resposta.” disse após uma pausa desconfortável.
Durotan concordou e abriu a mensagem. A letra era requintada, e sabia que Blackhand havia ditado a carta; o Chefe Guerreiro, por mais astuto e esperto que fosse, era quase iletrado.
Era pior que doe imaginava. Manteve sua expressão neutra, embora Draka estivesse observando-o com cuidado.
Para Durotan, filho de Garad, chefe do clã Frostwolf, Blackhand, Chefe Guerreiro da Horda envia saudações.
Você teve tempo para veras habilidades dos bruxos recentemente treinados em ação. É hora de atacar nossos inimigos. A cidade draenei de Telmor fica perto de suas terras. Será instruído a formar um grupo de guerra e atacá-los. Orgrim me disse que, quando jovens, vocês entraram na cidade. E que viu o segredo de como os draenei a deixam invisível. Disse-me também que se lembra de como expô-la para que nossos guerreiros ataquem.
Tenho certeza que não preciso dizer o que a destruição da cidade significaria para a Horda. E para o clã Frostwolf. Responda essa mensagem imediatamente e começaremos os preparativos para o ataque.
A assinatura era um impresso da mão direita de Blackhand.
Durotan estava furioso. Como Orgrim podia ter revelado essa informação. Era tão devoto a ponto de contar ao Chefe Guerreiro sobre este incidente colocando-o em evidência? A raiva diminuiu quando percebeu que essa informação poderia ter sido passada em alguma conversa tido ao longo desses anos. Blackhand era inteligente o bastante para pegar qualquer resquício de informação e guardar até a hora certa de usá-la.
Durotan pensou em mentir, e dizer que não se lembrava das palavras que Restalaan tinha dito para tirar a ilusão que mantinha a cidade draenei segura e longe dos olhos dos ogros...e agora os olhos dos orcs.Já fazia muito tempo e havia escutado apenas uma vez. Qualquer um já teria esquecido. Mas a ameaça na mensagem era tão mal velada que beirava o ridículo. Se Durotan concordasse em ajudar no ataque, provaria sua lealdade a Horda, a Blackhand e a Gul’dan pelo menos por enquanto. Caso recusasse alegando não lembrar as palavras que o novo líder queira que falasse...bem, como Orgrim, temia pelo pior.
O mensageiro ainda esperava.
E Durotan tomou a única decisão que poderia.
Olhou para o mensageiro, rosto tranquilo. “Farei conforme o Chefe Guerreiro manda claro. Pela Horda!”
O mensageiro parecei aliviado e um pouco surpreso. “O Chefe Guerreiro ficará feliz em ouvir isso. Fui instruída a entregar-lhe isto.” Pegou um pequeno saco de sua bolsa e entregou. “Seus guerreiros e bruxos precisarão disso para treinar.”
Durotan acenou. Sabia o que eram: Coração da Fúria e Estrela Brilhante que tirou de Velen. Essas pedras foram o motivo pelo qual foi salvo da ira de Ner’zhul. Agora, as usaria contra as pessoas das quais tirou.
“O Chefe Guerreiro irá contatá-lo em breve.” disse a mensageira ao virar seu lobo e ir embora. Durotan a observou. Draka foi para seu lado. Passou a carta para ela, e entrou na tenda.
Alguns minutos depois ela o acompanhou, colocando seus braços em volta dele enquanto enterrava seu rosto nas mãos e lamentava os eventos ocorridos que o levaram a tomar essa decisão forçada.
Durotan estava furioso. Como Orgrim podia ter revelado essa informação. Era tão devoto a ponto de contar ao Chefe Guerreiro sobre este incidente colocando-o em evidência? A raiva diminuiu quando percebeu que essa informação poderia ter sido passada em alguma conversa tido ao longo desses anos. Blackhand era inteligente o bastante para pegar qualquer resquício de informação e guardar até a hora certa de usá-la.
Durotan pensou em mentir, e dizer que não se lembrava das palavras que Restalaan tinha dito para tirar a ilusão que mantinha a cidade draenei segura e longe dos olhos dos ogros...e agora os olhos dos orcs.Já fazia muito tempo e havia escutado apenas uma vez. Qualquer um já teria esquecido. Mas a ameaça na mensagem era tão mal velada que beirava o ridículo. Se Durotan concordasse em ajudar no ataque, provaria sua lealdade a Horda, a Blackhand e a Gul’dan pelo menos por enquanto. Caso recusasse alegando não lembrar as palavras que o novo líder queira que falasse...bem, como Orgrim, temia pelo pior.
O mensageiro ainda esperava.
E Durotan tomou a única decisão que poderia.
Olhou para o mensageiro, rosto tranquilo. “Farei conforme o Chefe Guerreiro manda claro. Pela Horda!”
O mensageiro parecei aliviado e um pouco surpreso. “O Chefe Guerreiro ficará feliz em ouvir isso. Fui instruída a entregar-lhe isto.” Pegou um pequeno saco de sua bolsa e entregou. “Seus guerreiros e bruxos precisarão disso para treinar.”
Durotan acenou. Sabia o que eram: Coração da Fúria e Estrela Brilhante que tirou de Velen. Essas pedras foram o motivo pelo qual foi salvo da ira de Ner’zhul. Agora, as usaria contra as pessoas das quais tirou.
“O Chefe Guerreiro irá contatá-lo em breve.” disse a mensageira ao virar seu lobo e ir embora. Durotan a observou. Draka foi para seu lado. Passou a carta para ela, e entrou na tenda.
Alguns minutos depois ela o acompanhou, colocando seus braços em volta dele enquanto enterrava seu rosto nas mãos e lamentava os eventos ocorridos que o levaram a tomar essa decisão forçada.
Alguns dias depois um grupo foi reunido no acampamento Frostwolf. A maioria dos guerreiros e dos bruxos era do clã Blackrock, mas havia alguns dos clãs Warsong e Shattered Hand. Até o mais ignorante dos Frostwolves percebia o clima de desconfiança dos visitantes. Sabia que não era por acaso que os orcs eram dos clãs mais agressivos. Estavam lá para assegurar que ele não falhasse em nenhum momento crucial. Perguntou-se qual deles foi designado para cortar sua garganta no primeiro sinal de hesitação. Torcia para que não fosse Orgrim. Os amigos trocaram algumas palavras e Durotan pôde ver arrependimento no rosto de seu amigo. Estava grato pelo menos por aquilo.
Um mensageiro havia sido mandado antes para que fossem arrumadas muitas fogueiras e alimentação para os “convidados”.
Na alvorada, o grupo de guerra – um pequeno exército de orcs – movimentava-se. Passaram pelos campos que envolviam a Floresta Terokkar, onde há muito tempo Orgrim e Durotan correram como jovens e foram surpreendidos com a aparência de um ogro.
Nenhum dos pesados gigantes perturbava a vasta onda de orcs enquanto eles marchavam a caminho do seu destino naquela manhã. Durotan estava à frente montado, ao lado de Orgrim e Nightstalker. Eles eram silentes, mas Durotan não ignorou o fato dos olhos e Orgrimm demorar-se no local onde dois garotos foram resgatados por guerreiros draenei.
“Longos anos se passaram desde que passamos por aqui”, Durotan disse.
Orgrim assentiu com a cabeça. “Eu não tenho nem certeza se estamos na direção correta. A floresta e os campos mudaram e cresceram, e naquela época as marcações já eram poucas e preciosas.”
Durotan disse pesaroso, “Eu lembro o caminho”. Ele desejou que não. Uma pilha de pedras aqui, uma vegetação esquisita ali era o suficiente para guiá-lo. Aquilo não parecia nada para os outros. Blackhand havia dito para as tropas que os draenei eram capazes de camuflar sua cidade. Mesmo assim, os ouvidos afiados de Durotan captaram pequenos murmúrios de preocupação. Ele franziu as sobrancelhas.
“Nós estamos nos aproximando”, ele disse. “Devemos ser silenciosos. Há uma grande chance de já termos sido vistos e reportados.”
O grupo de guerra então ficou quieto. Com alguns gestos, Orgrim enviou alguns de seus batedores para reconhecer a área. A mente de Durotan voltou àquele crepúsculo, quando ele também estava preocupado com onde estavam indo e o que os draenei tinham planejado.
Ele parou seu lobo e desmontou. Nightstalker balançou a cabeça e coçou as orelhas, displicente. Foi aqui.... ou perto daqui...Durotan sentiu uma esperança desesperada de que talvez os draenei lembrassem que haviam exposto seu segredo para ele, que tivessem trocado o local onde a pedra mágica, de que sua segurança depende, ficava escondida.
Não havia uma pedra falsa em baixo onde a gema verde ficava escondida. A memória de Durotan não lhe servia de ajuda em descobrir isso. Ele se concentrou, andando lentamente, ouvindo o tilintar da armadura e o suave ressoar do metal, enquanto os outros observavam e esperavam. Ele fechou os olhos para ajudar na concentração e viu de novo Restalaan ajoelhando no chão, movendo as folhas e as espinhas do pinheiro para revelar-
Durotan abriu os olhos e deu alguns passos para a esquerda. Ele disse uma breve oração aos ancestrais; se era buscando ajuda em encontrar a pedra ou não encontrá-la, ele não estava certo. Mãos metálicas desceram e empurraram as camadas de detrito e então tocaram algo gelado e duro.
Agora não há mais volta.
Durotan fechou seus dedos ao redor da gema e a pegou.
Até neste conturbado estado mental ele podia sentir a pedra emanando uma reconfortante energia. Ela estava alojada na palma de sua mão como se lá pertencesse. Durotan passou seu dedo indicador esquerdo sobre a pedra, prolongando o momento antes que tudo mudasse irrevogavelmente.
“Você encontrou,” sussurrou Orgrim, que silenciosamente apoiou o amigo. Durotan estava tomado de emoções e não conseguia falar por um momento. Ele apenas assentiu com a cabeça, e então arrancou seu olhar da bela e pulsante pedra, para ver os rostos pasmos, que fitavam o tesouro que ele segurava.
Orgrim maneou a cabeça bruscamente. “Fique em posição”, ele disse. “Nós fomos afortunados o suficiente por não ter havido um sinal de alerta.”
A pedra era tão tranquilizante de segurar, Durotan não queria nada além do simplesmente ficar parado e olhar o seu interior, mas ele sabia que já tinha feito sua escolha. Ele respirou fundo e disse as mesmas palavras que Restalaan havia dito no mesmo lugar há tanto tempo.
“Kehla men Samir, solay lamaa kahl.”
Ele queria acreditar que seu grosseiro sotaque orc não ativaria a pedra. Que ele seria capaz de cumprir suas obrigações com o seu povo sem precisar devastar uma pequena cidade cheia de civils, mas aparentemente as palavras foram entendidas por qualquer força que controlasse a gema verde. A ilusão já estava desaparecendo, as árvores e pedras tremeluzindo até desaparecer, e diante do grupo de guerra orc, uma larga e pavimentada estrada, como um convite.
Eles não precisavam de mais motivação. A gloriosa cidade dos draenei jazia à sua frente, com gritos vindos de milhares de gargantas, os orcs caíram sobre eles.
Um mensageiro havia sido mandado antes para que fossem arrumadas muitas fogueiras e alimentação para os “convidados”.
Na alvorada, o grupo de guerra – um pequeno exército de orcs – movimentava-se. Passaram pelos campos que envolviam a Floresta Terokkar, onde há muito tempo Orgrim e Durotan correram como jovens e foram surpreendidos com a aparência de um ogro.
Nenhum dos pesados gigantes perturbava a vasta onda de orcs enquanto eles marchavam a caminho do seu destino naquela manhã. Durotan estava à frente montado, ao lado de Orgrim e Nightstalker. Eles eram silentes, mas Durotan não ignorou o fato dos olhos e Orgrimm demorar-se no local onde dois garotos foram resgatados por guerreiros draenei.
“Longos anos se passaram desde que passamos por aqui”, Durotan disse.
Orgrim assentiu com a cabeça. “Eu não tenho nem certeza se estamos na direção correta. A floresta e os campos mudaram e cresceram, e naquela época as marcações já eram poucas e preciosas.”
Durotan disse pesaroso, “Eu lembro o caminho”. Ele desejou que não. Uma pilha de pedras aqui, uma vegetação esquisita ali era o suficiente para guiá-lo. Aquilo não parecia nada para os outros. Blackhand havia dito para as tropas que os draenei eram capazes de camuflar sua cidade. Mesmo assim, os ouvidos afiados de Durotan captaram pequenos murmúrios de preocupação. Ele franziu as sobrancelhas.
“Nós estamos nos aproximando”, ele disse. “Devemos ser silenciosos. Há uma grande chance de já termos sido vistos e reportados.”
O grupo de guerra então ficou quieto. Com alguns gestos, Orgrim enviou alguns de seus batedores para reconhecer a área. A mente de Durotan voltou àquele crepúsculo, quando ele também estava preocupado com onde estavam indo e o que os draenei tinham planejado.
Ele parou seu lobo e desmontou. Nightstalker balançou a cabeça e coçou as orelhas, displicente. Foi aqui.... ou perto daqui...Durotan sentiu uma esperança desesperada de que talvez os draenei lembrassem que haviam exposto seu segredo para ele, que tivessem trocado o local onde a pedra mágica, de que sua segurança depende, ficava escondida.
Não havia uma pedra falsa em baixo onde a gema verde ficava escondida. A memória de Durotan não lhe servia de ajuda em descobrir isso. Ele se concentrou, andando lentamente, ouvindo o tilintar da armadura e o suave ressoar do metal, enquanto os outros observavam e esperavam. Ele fechou os olhos para ajudar na concentração e viu de novo Restalaan ajoelhando no chão, movendo as folhas e as espinhas do pinheiro para revelar-
Durotan abriu os olhos e deu alguns passos para a esquerda. Ele disse uma breve oração aos ancestrais; se era buscando ajuda em encontrar a pedra ou não encontrá-la, ele não estava certo. Mãos metálicas desceram e empurraram as camadas de detrito e então tocaram algo gelado e duro.
Agora não há mais volta.
Durotan fechou seus dedos ao redor da gema e a pegou.
Até neste conturbado estado mental ele podia sentir a pedra emanando uma reconfortante energia. Ela estava alojada na palma de sua mão como se lá pertencesse. Durotan passou seu dedo indicador esquerdo sobre a pedra, prolongando o momento antes que tudo mudasse irrevogavelmente.
“Você encontrou,” sussurrou Orgrim, que silenciosamente apoiou o amigo. Durotan estava tomado de emoções e não conseguia falar por um momento. Ele apenas assentiu com a cabeça, e então arrancou seu olhar da bela e pulsante pedra, para ver os rostos pasmos, que fitavam o tesouro que ele segurava.
Orgrim maneou a cabeça bruscamente. “Fique em posição”, ele disse. “Nós fomos afortunados o suficiente por não ter havido um sinal de alerta.”
A pedra era tão tranquilizante de segurar, Durotan não queria nada além do simplesmente ficar parado e olhar o seu interior, mas ele sabia que já tinha feito sua escolha. Ele respirou fundo e disse as mesmas palavras que Restalaan havia dito no mesmo lugar há tanto tempo.
“Kehla men Samir, solay lamaa kahl.”
Ele queria acreditar que seu grosseiro sotaque orc não ativaria a pedra. Que ele seria capaz de cumprir suas obrigações com o seu povo sem precisar devastar uma pequena cidade cheia de civils, mas aparentemente as palavras foram entendidas por qualquer força que controlasse a gema verde. A ilusão já estava desaparecendo, as árvores e pedras tremeluzindo até desaparecer, e diante do grupo de guerra orc, uma larga e pavimentada estrada, como um convite.
Eles não precisavam de mais motivação. A gloriosa cidade dos draenei jazia à sua frente, com gritos vindos de milhares de gargantas, os orcs caíram sobre eles.
Continue lendo "Ascensão da Horda Capítulo 15".
fonte de imagem: http://hydra-media.cursecdn.com/wowpedia.org/4/4e/Blackhand_Chess_Artwork.jpg - acesso em 31.dez.2013
fonte de imagem: arquivo pessoal
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fonte de tradução: World of Warcraft: Rise of the Horde (No. 4) - 2006
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