quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eu já fui um escudo de carne!


Senhoras e senhores!  Amiguinhos e amiguinhas! Hoje vou falar com vocês a respeito das minhas impressões jogando como um Tank no beta de Warlords of Draenor! A coisa ficou um pouco mais dificil, mas está dinamica como nunca!

A classe que eu criei para fazer meus testes foi Paladino, já tankei com todas as outras (menos druidas, parei de upar o meu no nível 87) então tenho uma boa ideia de como as coisas funcionam, mas paladino é de longe a que eu tenho mais experiência e conheço melhor. Nunca raidei a sério como um tank, mas sempre fiz uma coisa ou outra, na expansão atual cheguei a matar o Garrosh normal com meu humilde Paladino com 560 de ilvl (sem capa ou gema lendária por causa daquela maldita quest PVP! Porque senhor? Porque?!), mas não é sobre o passado que vim falar aqui, e sim sobre o futuro e o que nos aguarda com o lançamento da nova expansão do WoW.

No final do Cataclysm começamos a ver alguns sinais do que seria o futuro dos tanks, lembro bem da revolucionaria build de aceleração que alguns Paladinos tanks começaram a usar no final de Alma Dracônica, os Cavaleiros da Morte já tinham um certo estilo de jogo diferente com suas curas e escudos para diminuir a quantidade de dano tomado. Sinais promissores que deram origem ao modelo atual de mitigação de dano ativa. Em Pandaria a Blizzard reconheceu que este era um modelo mais interessante e deu fortes passos nessa direção.

Com o lançamento de Warlords of Draenor a Blizzard abandona o antigo modelo de tanks como um gigantesco escudo de carne passivo, a remoção de atributos secundários como esquiva e aparo são prova disso, para adotar de vez o modelo de mitigação de dano ativa com o uso de cooldowns de forma inteligente e racional. A ideia e prevenir o máximo de dano possível usando suas habilidades na hora certa. Por conta das mudanças feitas com nossos grandes aliados curandeiros, mais do que nunca, antes de se voluntariar para tankar alguma coisa tente sempre conhecer primeiro o que acontece ao longo da luta, e o que você pode fazer para evitar que aquilo aconteça, ou diminuir a quantidade de dano que você vai tomar por conta de tal habilidade. O novo dungeon journal é seu grande aliado nessa hora, ele sofreu pequenas alterações e agora trás algumas dicas do que cada especialização deve se preocupar ao longo da luta.

Ao criar meu personagem nivel 100 a primeira coisa que me impactou foi a quantidade de HP que eu tinha como um tank. Sair dos meus 1 milhão no live para meros 283 mil no beta sem duvida foi traumatizante, a sensação é que vai fazer falta, mas no fim das contas tudo ficou bem. Entrei na fila para fazer minha primeira dungeon e como de costume imediatamente apareceu a janelinha para entrar começar, como é bom ser tank, fiz o primeiro pull e imediatamente senti as mudanças feitas, as curas usadas por tanks não têm mais a mesma força da época do Pandaria, meu Chama Eterna ou Palavra de Glória geralmente me topavam assim que eu usava, principalmente com muita vengeance, no WoD isso não acontece mais, sem duvida as suas curas ajudam e são necessárias em alguns momentos, mas o papel de te manter vivo voltou para a mão dos curandeiros, a sua função como tank voltará a ser (principalmente) diminuir o dano tomado e controlar os acontecimentos da luta da melhor forma possível.

Não é fácil se acostumar com a nova realidade, eu era praticamente autossuficiente em Pandaria, precisava de curas obvio, mas geralmente eu conseguia me manter com vida cheia um bom tempo sem curas diretas. Com o modelo de cura por triagem introduzido precisamos nos acostumar em nem sempre estar topados e reagirmos de acordo com o que está acontecendo ao redor.  É quase como se a nossa barra de vida se transformasse em uma barra de mana, temos que nos preocupar com ela e usa-la de forma inteligente.

Depois de alguns pulls eu me habituei melhor e comecei a entender como as coisas estão funcionando, me senti menos pressionado e mais confiante para fazer alguns pulls mais agressivos. Alguns deram certo, outros não, mas tudo faz parte do aprendizado. O bom do beta é que geralmente as pessoas envolvidas entendem que todos os envolvidos estão de certa forma aprendendo como as coisas funcionam, então mesmo com alguns wipes a paciência e o nível de colaboração costuma ser muito maior, mesmo em grupos formados de forma aleatória.

Completei a dungeon sem maiores problemas, de forma geral como um tank Paladino minhas habilidades e a forma como elas devem ser usadas não mudaram muito, a grande diferença são realmente as grandes curas que eu tinha, mas que agora não são mais tão boas. Fiquei muito feliz com os conceitos que vi implementados para a maioria dos tanks, ainda não entendi todos eles completamente, mas tenho uma ideia de como funcionarão. A mitigação de dano ativa veio para ficar (AMÉM!) e isso é muito bom!

Espero que vocês tenham gostado do post! na semana que vem eu vou falar de como me senti como um dps mellee, e como a vida deles melhorou (ou piorou) com as mudanças feitas nos dps’s lançadores de magias.





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