domingo, 25 de agosto de 2013

Diablo 3: A esfriada de uma das franquias mais quentes da Blizzard



Alô, alô pessoal!

Eu, Akhana, volto mais uma vez aqui, mas dessa vez para falar um pouco sobre uma série que me encantou e me concretizou como um "Blizz Fan" até o fim da minha vida: Diablo.

Fiquei empolgado com o anúncio da próxima expansão, mas ao mesmo tempo um pouco decepcionado por não trazerem de volta o Necromante... (Aproveitando para corrigir o que eu tinha falado na postagem sobre The dark Below).

Muitas pessoas reagiram bem à notícia, mas muitos ainda criticam a terceira geração da franquia. Então resolvi escrever por que odeio e gosto do jogo ao mesmo tempo.
Em si o jogo não é um jogo ruim, é muito melhor do que muitas franquias que vejo por aí. Os gráficos são ótimos e a jogabilidade é boa, mas certos pontos decepcionaram como a história, a dificuldade e, principalmente, pelo fato de seu antecessor ter sido um dos melhores jogos de todos os tempos. Vou pegar pontos que foram relevantes pra mim e analisar cada um.

1: RPG? Atributos, recursos e habilidades/magias.

Não sei quanto a vocês, mas para mim em um RPG não basta você ter os atributos, o jogador tem que ter a liberdade de distribuir da forma que achar melhor. Na primeira vez que joguei World of Warcraft eu estranhei o fato de não distribuirmos os atributos básicos dos personagens, afinal o ultimo RPG que eu tinha jogado era Diablo 2, e devo dizer que foi a primeira decepção que eu tive com o jogo. Hoje em dia os atributos base não são mais relevantes considerando os bônus dos equipamentos, mas Diablo 3 não funciona da mesma forma que World of Warcraft.
Um dos grandes desafios das duas primeiras gerações da franquia era a distribuição de atributos. Os jogadores passavam horas decidindo qual melhor atributo para sua classes levando em consideração que certos equipamentos tinham exigência mínima de força ou destreza, energia e vitalidade influenciava na quantidade de Mana e Vida. As classes de magia muitas vezes não conseguiam usar certos equipamentos por conta da pouca força ou destreza, as classes híbridas tinham que escolher um caminho para seguir e as classes de porrada pura tinham que decidir confiar apenas em seus punhos ou sacrificar um pouco de força e destreza por inteligência para usar as habilidades.

Atributos em Diablo 2

Diablo 3 trouxe um inovação para a série, já existente em WoW, que são os recursos variados por classes. Eu gostei e não gostei disso. Gostei pelo fato que traz uma diferença para cada classe, cada uma usa e recupera de uma maneira diferente, mas não gostei por que, novamente, perde um pouco a característica de RPG onde um recurso unico influencia muito mais durante o jogo.
As habilidades é um ponto muito controverso para mim. Eu adorei o fato de podermos usar 6 habilidades diferentes, algo que para mim fazia falta nos antecessores onde só duas habilidades apareciam na tela por vez e para usar alguma diferente era necessário usar atalhos e seleciona-las. A variedade de habilidades por classe e o sistema de runas são fatores interessantes. Não gostei da falta do "ataque básico". Faltou o simples e puro "tapa na cara" característico de todos os jogos. Armas se tornaram irrelevantes ao ponto de uma magia ser lançada de um machado.
O primeiro Diablo tinha um ponto interessante, e o que lhe dá a principal característica de um RPG, que é o fato de magias serem aprendidas lendo livros e algumas serem exclusivas de itens como pergaminhos e bastões. O jogo só tinha 5 classes (com a expansão) o que dava essa liberdade. Diablo 2  revolucionou com as "Arvores de Habilidades". Assim como os atributos, os jogadores tinham a liberdade de investir em diversas habilidades diferentes disponíveis para cada classe. Esse sistema foi tão genial que a antiga árvore de talentos no WoW foi baseada nela (A atual é uma vergonha).

Arvore de Habilidades em Diablo 2

Meu ponto aqui é: Diablo 3 é um pseudo-RPG... O que me decepcionou muito. Eu ansiava por um RPG puro a muito tempo e quando não vi isso em Diablo 3 meu conceito do jogo caiu.

2: História.

A história de Diablo, nos dois primeiros jogos, era simples de se entender. No primeiro jogo era bem básica: Um demonio veio ao mundo, destruiu um reino para conseguir um corpo para se manifestar, invadiu uma catedral e o heroi deve viajar até as profundezas para enfrenta-lo. Simples, básica, mas muito divertida, com direito a um final que mostrava que teria uma continuação para a história.
Diablo
Diablo 2 já veio com um contexto mais complexo, mas mesmo assim simples de se entender. Diablo não era a única manifestação do mal, ele tinha dois irmãos que eram tão ruins quanto ele, Mephisto e Baal, que juntos trariam o mundo à ruínas. Os heróis enfrentam diversos cenários, enfrentando todas as forças do mal possíveis e destruindo as pedras que continham as almas de cada um desses grandes demonios. Ponto. Fim. Destruimos os demonios e suas almas foram para o vazio. Acabou.
Baal e Mephisto

Não.

Diablo 3 trás de volta todos eles em um só recipiente, inventando uma história mirabolante onde um personagem secundário do primeiro jogo na verdade trabalhava para os demônios e estava aprisionando suas almas em um outro recipiente que mais tarde seria usada pela filha de um deles para se tornar o mal supremo. Não que a história não seja criativa, mas ficou forçada.
Os fãs pediram tanto um terceiro jogo que a Blizzard acabou pisando na bola. Ao invés de criar novos personagens ela tentou trazer os antigos de volta que deu no que deu. A expansão me deixou empolgado por eles estarem fazendo algo que deveria ter sido feito desde o inicio. Um novo inimigo, com um background interessante. 

3: Ambientação e cenários

Com relação a ambientação, Diablo 3 me decepcionou bastante. Os dois primeiros jogos foram muito mais sombrios e violentos, com exceção dos efeitos dos golpes nos monstros. Havia sangue e corpos espalhados por todos os cantos e os jogos realmente passavam uma imagem de que o mundo estava sendo tomado por um mal sombrio e cruel. A sala do Butcher em Diablo 1, o trono de Andariel e as almas aprisionadas suplicando em Diablo 2. Os jogos tinham uma ambientação bem pesada. Já Diablo 3 ficou um jogo mais bonito. O ambiente não foi tão pesado quanto os outros e a história ficou bem mais light. Não senti mesmo ar pesado de quando joguei os outros dois.


Sala do Butcher

Uma coisa que Diablo 3 melhorou (e muito) foi a não continuidade dos cenários. Diablo 1 foi marcado por diversos níveis que só mudavam de aparência a cada 4 desses níveis. Diablo 2 tinha aqueles cenários imensos a cada ato que sempre eram iguais (que não se esquece das malditas e intemináveis florestas infestadas de gnomos demoníacos?). Em Diablo 3 os cenários sempre vão mudando, da para se perceber as horas do dia passando e dificilmente se encontram cenários iguais em cada Ato. Isso passa uma boa impressão. O jogo não fica cansativo e sempre tem algum evento diferente nos cenários o que é bem divertido.

4: Dificuldade

Não importa a dificuldade que você escolha: Diablo 3 é um jogo fácil e rápido.
O primeiro Diablo foi o mais difícil de todos, os heróis quase não ganhavam níveis e como suas magias dependiam dos livros que você encontrasse  seu dano das armas que aparecessem (armas muito boas eram bem raras) o jogo ficava quase impossível em certo ponto.
Diablo 2 era muito mais comprido, portanto na dificuldade normal o jogo não era tão difícil, mas as duas seguinte... tenho calafrios só de me lembrar das Succubus imunes a dano físico. Fora que conseguir itens unicos ou raríssimos no Diablo 2 era quase impossivel.
Diablo 3 foi feito para ser um jogo mais pratico e rapido, o que a Blizzard achava que seria um sucesso pelo fato dos jogadores poderem "farmar" itens raros mais rapido para a casa de leilão, mas foi o segundo maior tiro no pé dados na história da franquia. MUITOS jogaram uma vez e pararam.

5: Casa de leilões

Esse é o maior tiro no pé. A casa de leilões foi desenvolvida no intuito que jogadores que conseguissem itens bem raros vendessem por moeda real ou por ouro no jogo. Desespero de muitos pais que passavam a senha do cartão para seus filhos. No inicio a ideia rendeu muito para chineses que passavam dias a rodo jogando só para ter uma fonte de renda, mas com o tempo a casa de leilões foi tendo problemas e muitos abandonaram a ideia. O que seria a maior atração post-game do jogo foi um grande fiasco depois de um tempo.

Como eu disse, o jogo em si não é ruim, mas a sombra de seus antecessores ele foi um jogo de segunda categoria. Sempre que me da vontade de matar uns bichos eu entro no jogo e upo um pouco meus personagens, e agora com a expansão vou jogar mais um pouco para ver uma história diferente.

Abraços a todos!!!

Felipe (Akhana) Dalla Torre
Queria o Necromante de volta...






fonte de imagem: http://edenpop.com/wp-content/uploads/2012/06/Diablo-3-RMAH.jpg - acesso em 23.ago.2013

fonte de imagens: http://diablo.wikia.com/wiki/Diablo_Wiki - acesso em 23.ago.2013

2 comentários:

Realmente interessante seus pensamentos neste post Akhana.
Estou criando os conceitos e sistemas de um mmo/moba e muitos dos erros que apontou são prioridades na minha criação.
Agradeço pela leitura.

Muito bom. Os pensamentos de Akhana tomo para mim tbm. Eu sou um dos 1 joguei um vez, só para dizer q terminei todos os jogos da série e parei. Hoje só jogo Diablo 1 e 2, q são épicos. O 3 está instalado para nada, pois não entro a muito tempo, pq não tenho saco pra terminar esta merda mais um vez, pois o jogo ficou muito massante.

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