Eu, Akhana, volto mais uma vez aqui, mas dessa vez para falar um pouco sobre uma série que me encantou e me concretizou como um "Blizz Fan" até o fim da minha vida: Diablo.
Fiquei empolgado com o anúncio da próxima expansão, mas ao mesmo tempo um pouco decepcionado por não trazerem de volta o Necromante... (Aproveitando para corrigir o que eu tinha falado na postagem sobre The dark Below).
Muitas pessoas reagiram bem à notícia, mas muitos ainda criticam a terceira geração da franquia. Então resolvi escrever por que odeio e gosto do jogo ao mesmo tempo.
Em si o jogo não é um jogo ruim, é muito melhor do que muitas franquias que vejo por aí. Os gráficos são ótimos e a jogabilidade é boa, mas certos pontos decepcionaram como a história, a dificuldade e, principalmente, pelo fato de seu antecessor ter sido um dos melhores jogos de todos os tempos. Vou pegar pontos que foram relevantes pra mim e analisar cada um.
1: RPG? Atributos, recursos e habilidades/magias.
Não sei quanto a vocês, mas para mim em um RPG não basta você ter os atributos, o jogador tem que ter a liberdade de distribuir da forma que achar melhor. Na primeira vez que joguei World of Warcraft eu estranhei o fato de não distribuirmos os atributos básicos dos personagens, afinal o ultimo RPG que eu tinha jogado era Diablo 2, e devo dizer que foi a primeira decepção que eu tive com o jogo. Hoje em dia os atributos base não são mais relevantes considerando os bônus dos equipamentos, mas Diablo 3 não funciona da mesma forma que World of Warcraft.
Um dos grandes desafios das duas primeiras gerações da franquia era a distribuição de atributos. Os jogadores passavam horas decidindo qual melhor atributo para sua classes levando em consideração que certos equipamentos tinham exigência mínima de força ou destreza, energia e vitalidade influenciava na quantidade de Mana e Vida. As classes de magia muitas vezes não conseguiam usar certos equipamentos por conta da pouca força ou destreza, as classes híbridas tinham que escolher um caminho para seguir e as classes de porrada pura tinham que decidir confiar apenas em seus punhos ou sacrificar um pouco de força e destreza por inteligência para usar as habilidades.
Atributos em Diablo 2
Diablo 3 trouxe um inovação para a série, já existente em WoW, que são os recursos variados por classes. Eu gostei e não gostei disso. Gostei pelo fato que traz uma diferença para cada classe, cada uma usa e recupera de uma maneira diferente, mas não gostei por que, novamente, perde um pouco a característica de RPG onde um recurso unico influencia muito mais durante o jogo.
As habilidades é um ponto muito controverso para mim. Eu adorei o fato de podermos usar 6 habilidades diferentes, algo que para mim fazia falta nos antecessores onde só duas habilidades apareciam na tela por vez e para usar alguma diferente era necessário usar atalhos e seleciona-las. A variedade de habilidades por classe e o sistema de runas são fatores interessantes. Não gostei da falta do "ataque básico". Faltou o simples e puro "tapa na cara" característico de todos os jogos. Armas se tornaram irrelevantes ao ponto de uma magia ser lançada de um machado.
O primeiro Diablo tinha um ponto interessante, e o que lhe dá a principal característica de um RPG, que é o fato de magias serem aprendidas lendo livros e algumas serem exclusivas de itens como pergaminhos e bastões. O jogo só tinha 5 classes (com a expansão) o que dava essa liberdade. Diablo 2 revolucionou com as "Arvores de Habilidades". Assim como os atributos, os jogadores tinham a liberdade de investir em diversas habilidades diferentes disponíveis para cada classe. Esse sistema foi tão genial que a antiga árvore de talentos no WoW foi baseada nela (A atual é uma vergonha).
Arvore de Habilidades em Diablo 2
Meu ponto aqui é: Diablo 3 é um pseudo-RPG... O que me decepcionou muito. Eu ansiava por um RPG puro a muito tempo e quando não vi isso em Diablo 3 meu conceito do jogo caiu.
2: História.
A história de Diablo, nos dois primeiros jogos, era simples de se entender. No primeiro jogo era bem básica: Um demonio veio ao mundo, destruiu um reino para conseguir um corpo para se manifestar, invadiu uma catedral e o heroi deve viajar até as profundezas para enfrenta-lo. Simples, básica, mas muito divertida, com direito a um final que mostrava que teria uma continuação para a história.
Diablo
Diablo 2 já veio com um contexto mais complexo, mas mesmo assim simples de se entender. Diablo não era a única manifestação do mal, ele tinha dois irmãos que eram tão ruins quanto ele, Mephisto e Baal, que juntos trariam o mundo à ruínas. Os heróis enfrentam diversos cenários, enfrentando todas as forças do mal possíveis e destruindo as pedras que continham as almas de cada um desses grandes demonios. Ponto. Fim. Destruimos os demonios e suas almas foram para o vazio. Acabou.Não.
Diablo 3 trás de volta todos eles em um só recipiente, inventando uma história mirabolante onde um personagem secundário do primeiro jogo na verdade trabalhava para os demônios e estava aprisionando suas almas em um outro recipiente que mais tarde seria usada pela filha de um deles para se tornar o mal supremo. Não que a história não seja criativa, mas ficou forçada.
Os fãs pediram tanto um terceiro jogo que a Blizzard acabou pisando na bola. Ao invés de criar novos personagens ela tentou trazer os antigos de volta que deu no que deu. A expansão me deixou empolgado por eles estarem fazendo algo que deveria ter sido feito desde o inicio. Um novo inimigo, com um background interessante.
Os fãs pediram tanto um terceiro jogo que a Blizzard acabou pisando na bola. Ao invés de criar novos personagens ela tentou trazer os antigos de volta que deu no que deu. A expansão me deixou empolgado por eles estarem fazendo algo que deveria ter sido feito desde o inicio. Um novo inimigo, com um background interessante.
3: Ambientação e cenários
Com relação a ambientação, Diablo 3 me decepcionou bastante. Os dois primeiros jogos foram muito mais sombrios e violentos, com exceção dos efeitos dos golpes nos monstros. Havia sangue e corpos espalhados por todos os cantos e os jogos realmente passavam uma imagem de que o mundo estava sendo tomado por um mal sombrio e cruel. A sala do Butcher em Diablo 1, o trono de Andariel e as almas aprisionadas suplicando em Diablo 2. Os jogos tinham uma ambientação bem pesada. Já Diablo 3 ficou um jogo mais bonito. O ambiente não foi tão pesado quanto os outros e a história ficou bem mais light. Não senti mesmo ar pesado de quando joguei os outros dois.
Sala do Butcher
Uma coisa que Diablo 3 melhorou (e muito) foi a não continuidade dos cenários. Diablo 1 foi marcado por diversos níveis que só mudavam de aparência a cada 4 desses níveis. Diablo 2 tinha aqueles cenários imensos a cada ato que sempre eram iguais (que não se esquece das malditas e intemináveis florestas infestadas de gnomos demoníacos?). Em Diablo 3 os cenários sempre vão mudando, da para se perceber as horas do dia passando e dificilmente se encontram cenários iguais em cada Ato. Isso passa uma boa impressão. O jogo não fica cansativo e sempre tem algum evento diferente nos cenários o que é bem divertido.
4: Dificuldade
Não importa a dificuldade que você escolha: Diablo 3 é um jogo fácil e rápido.
O primeiro Diablo foi o mais difícil de todos, os heróis quase não ganhavam níveis e como suas magias dependiam dos livros que você encontrasse seu dano das armas que aparecessem (armas muito boas eram bem raras) o jogo ficava quase impossível em certo ponto.
Diablo 2 era muito mais comprido, portanto na dificuldade normal o jogo não era tão difícil, mas as duas seguinte... tenho calafrios só de me lembrar das Succubus imunes a dano físico. Fora que conseguir itens unicos ou raríssimos no Diablo 2 era quase impossivel.
Diablo 3 foi feito para ser um jogo mais pratico e rapido, o que a Blizzard achava que seria um sucesso pelo fato dos jogadores poderem "farmar" itens raros mais rapido para a casa de leilão, mas foi o segundo maior tiro no pé dados na história da franquia. MUITOS jogaram uma vez e pararam.
5: Casa de leilões
Esse é o maior tiro no pé. A casa de leilões foi desenvolvida no intuito que jogadores que conseguissem itens bem raros vendessem por moeda real ou por ouro no jogo. Desespero de muitos pais que passavam a senha do cartão para seus filhos. No inicio a ideia rendeu muito para chineses que passavam dias a rodo jogando só para ter uma fonte de renda, mas com o tempo a casa de leilões foi tendo problemas e muitos abandonaram a ideia. O que seria a maior atração post-game do jogo foi um grande fiasco depois de um tempo.
Como eu disse, o jogo em si não é ruim, mas a sombra de seus antecessores ele foi um jogo de segunda categoria. Sempre que me da vontade de matar uns bichos eu entro no jogo e upo um pouco meus personagens, e agora com a expansão vou jogar mais um pouco para ver uma história diferente.
Abraços a todos!!!
Felipe (Akhana) Dalla Torre
Queria o Necromante de volta...
fonte de imagem: http://edenpop.com/wp-content/uploads/2012/06/Diablo-3-RMAH.jpg - acesso em 23.ago.2013
fonte de imagens: http://diablo.wikia.com/wiki/Diablo_Wiki - acesso em 23.ago.2013












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2 comentários:
Realmente interessante seus pensamentos neste post Akhana.
Estou criando os conceitos e sistemas de um mmo/moba e muitos dos erros que apontou são prioridades na minha criação.
Agradeço pela leitura.
Muito bom. Os pensamentos de Akhana tomo para mim tbm. Eu sou um dos 1 joguei um vez, só para dizer q terminei todos os jogos da série e parei. Hoje só jogo Diablo 1 e 2, q são épicos. O 3 está instalado para nada, pois não entro a muito tempo, pq não tenho saco pra terminar esta merda mais um vez, pois o jogo ficou muito massante.
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